quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Curiosidades sobre a áfrica


  • O deserto do Saara é o maior deserto do planeta e cobre cerca de um do continente africano.
  • O rio Nilo é o segundo rio mais extenso do mundo com seus incríveis 6.690 Km, perdendo apenas para o rio Amazonas.

  • 5 países africanos foram colônias portuguesas e utilizam o português como sua língua oficial. São eles: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé.

  • O continente africano contem cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo cerca de 20,3 % da área total da terra firme do planeta e mais de 900 milhões de habitantes, representando cerca de um sétimo da população mundial. É o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e America).
  • A África é também conhecido como o "Berço do Mundo".
  • A África possui uma cultura muito ampla e rica tendo 11 línguas oficiais
.
  • A musica "We are The World" surgiu através de uma campanha feita por Michael Jackson, Lionel Richie e mais 45 dos maiores nomes da música norte-americana da época. O projeto ficou mundialmente conhecido como "USA for África".

  • O single, o LP e o clipe renderam cerca de 55 milhões de dólares.

  • A África é composta por 54 países independentes, sendo 48 continentais e 6 insulares. Ainda por 4 províncias (territórios nacionais) e mais de 10 territórios estrangeiros. 
  • Vários Países africanos possuem índices de IDH baixíssimos
Aurélio Filho, aluno da turma 8ª C.

Vídeos...




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Durante um longo período, africanos foram escravos no Brasil e deixaram por aqui suas marcas, costumes e religião. A presença africana se percebe na culinária, na música, no candomblé, umbanda e quimbanda. Os africanos fazem parte da população brasileira pois estão presentes na miscigenação do povo brasileiro. Essa relação é histórica porque foi através do suor do negro que o Brasil se tornou uma grande nação. Portanto, podemos afirmar que uma parte da Africa está no Brasil. Nos vídeos acima podemos notar a semelhança dos problemas sociais entre a África e o Brasil.

Beatriz Piñeiro, aluna da turma 8ª C.

Africanalizando...

O vídeo a seguir foi feito por José João, aluno da  8ªC.




Música utilizada: "Preta" - Daniela Mercury


Letra:


Eu sou preta
Trago a luz que vem da noite
Todos os meus santos
Também podem lhe ajudar
Basta olhar pra mim pra ver
Por que é que a lua brilha
Basta olhar pra mim pra ver
Que eu sou preta da Bahia
Eu tenho a vida no peito das cores vivas
No meu sangue o dendê se misturou
Tenho o fogo do suor dos andantes
E a paciência do melhor caçador
Eu sou preta
Vou de encontro à alegria
Minha fantasia é mostrar o que eu sou
Vim de Pirajá cantando pra Oxalá
Pra mostrar a cor do alá de Salvador
Eu sou preta, mãe da noite, irmã do dia
Sou do Cortejo Afro encantador
Filho de Ilê Ayê, Ghandi Mestre Pastinha meu amor
Vou misturar o que Deus não misturou
Um abraço negro
Um sorriso negro
Traz. felicidade
Negro sem emprego
Fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade
Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
Negro é a solidão
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é silêncio é a luta.
Negro também é saudade
Começou com a tal escravidão.
Onde todo o sacrifício era nas costas do negão
Hoje ta tudo mudado e o negro ta ligado.
Atrás de um futuro melhor considerado.
Respeito amor dignidade atitude.
Trabalho dinheiro cidadania e saúde.
E para o nosso país integração.
E para o nosso povo paz e união.
Preta.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

É Recôncavo, é importância!


É inadmissível negar a importância do Recôncavo Baiano para a sociedade, especialmente para o povo afrodescendente. As cidades Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, São Francisco do Conde, Maragogipe e Jaguaripe formam o conjunto com maior peso cultural do recôncavo, onde ainda encontram-se resquícios da cultura, história e costumes dos escravos baianos.
A história do negro no Brasil é ilustrada na região a partir da crise da cana e açúcar, quando, muitos escravos mudaram-se junto aos seus senhores, empenhados na plantação de tabaco que era a nova promessa agrícola do país. Esses negros trouxeram consigo da capital importantes características de sua cultura que se tornaram símbolo dessa parte do estado como o samba, o estilo barroco –notado nas construções antigas da cidade- e sua religião, mantida até hoje.
A Irmandade da Boa Morte, que fica em Cachoeira, é uma grande prova que o Recôncavo Baiano tem para demonstrar sua importância. A irmandade, constituída por mulheres, é a única reconhecida por todas as Américas. O sincretismo religioso desse grupo é executado principalmente durante a festa da Irmandade da Boa Morte quando 23 mulheres negras e mestiças representam a ancestralidade dos africanos escravizados e libertos do Recôncavo na festa anual realizada pelo grupo. Em 2012 tal festa foi reconhecida pelo governo da Bahia como patrimônio material do estado.
Assim, o Recôncavo Baiano, muitas vezes ignorado pela população do estado, prova que possui muito à mostrar. Antes de ignorar e desprezar o que não se conhece, é preciso aprender e então o cidadão ira maravilhar-se com a quantidade grande de informações que encontrará sobre essa parte tão pequena da Bahia, de onde principalmente o negro, deve orgulhar-se de fazer parte dessa história.

Letícia Neves Teixeira, Julia Coutinho e Rebeca Braga, alunas da turma 8ª C.



Casa do Benin


Inaugurada em 1988, a Casa do Benin resultou do intercâmbio mantido entre a Bahia e o país africano Benin, através da cidade de Cotonou.
Após uma reforma executada pela arquiteta Lina Bo Bardi – que manteve as linhas externas do casario secular, mas modernizou os espaços – a casa abriga uma rica coleção de objetos e obras de arte da região do Golfo do Benin, de onde veio a maioria dos negros que povoaram o Recôncavo Baiano.
A maior parte do acervo foi colecionada pelo antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger em suas andanças pelo continente africano. O espaço abriga também exposições temporárias e oficinas artísticas. 


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É de grande importância que existam museus afro-brasileiros em Salvador, pois nos mostram a grande influência do continente africano no Brasil. Esses museus trazem grande conhecimento em relação ao nosso passado e a nossa história. Para que o país siga um rumo melhor nos campos da educação e da cultura, precisam existir mais museus como a Casa do Benin e a Casa de Angola, por exemplo, que trazem mais conhecimento cultural ao povo, e, acima de tudo, é necessário que as pessoas se interessem em visitar os museus.

Joy Barreto e Lucas Senes, alunos da turma 8ª C.

Abaixo, um vídeo da senadora Lídice da Mata falando sobre a importância do Museu Afro-Brasileiro instalado no Centro Histórico de Salvador.
 



Igreja do Rosário dos Homens Pretos


"A Igreja localizada na depressão do Taboão, Largo do Pelourinho, além da sua importância enquanto arquitetura religiosa colonial é um símbolo de resistência de diversos grupos étnicos de origem africana. Construída no século XVIII, para além dos muros da antiga Salvador, compôs vetor de expansão urbana rumo ao Monte Carmelo (Carmo)."
A igreja do rosário dos homens pretos é um ícone do trabalho negro. Começada em 1704, pelos membros da Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos do Pelourinho, os escravos  alforriados que trabalhavam nessa obra apenas no momento de folga. Atualmente é um monumento histórico cultural e social que representa a identidade negra africana no Brasil. 




No interior, destacam-se os azulejos sobre a devoção ao rosário, fabricados em Portugal e datados de c. 1790.Nos fundos da igreja existe um antigo cemitério de escravos. Preservando sua história ligada aos negros, a liturgia dos cultos faz uso de música inspirada nos terreiros de Candomblé. Nas datas comemorativas de Santa Bárbara e Iansã a igreja é o ponto central dos festejos.












Diáspora


O conceito de diáspora está relacionado ao deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona para outra distinta. Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. A palavra foi originalmente criada para designar a migração e colonização. Como objetivo principal desse artigo, temos a relação entre o tráfico negreiro para o Brasil, o retorno dos negros alforriados (os retornados) e o conceito de diáspora.
O tráfico no Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar a partir de 1560, e com a descoberta de ouro no século XVIII. Na viagem para o Brasil, muitos dos negros embarcados morriam, mas no final do percurso, sempre havia lucro. Dessa forma, concluímos que o tráfico negreiro provocou um dos maiores deslocamentos populacional da história da humanidade, já que muitos africanos foram escravizados e exportados para a América.
Os negros que embarcaram à procura de suas regiões de origem na África, foram após a abolição da escravidão, ou como fugitivos, antes da Lei Áurea. Eles ficaram conhecidos como “os retornados” e tinham duas opções: Ou voltavam para onde haviam nascido, ou estabeleciam-se nas cidades da costa. Voltar para sua cidade natal apresentava muitas dificuldades, pois as comunidades do interior haviam sofrido com a invasão de outros povos e consequentemente, aprenderam a guerrear e passaram a se defender violentamente. Além disso, muitos desses homens haviam deixado à África por muito tempo, e outros tinham nascido no Brasil. Por conta disso, eles optaram pela segunda alternativa, que seria a de permanecer na costa, cujos retornados dominavam a língua portuguesa e a de difundir sua cultura pela região.
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Vimos que a diáspora, além de seu real significado, foi conceituada e ligada à história do Brasil com o tráfico negreiro e o retorno dos negros alforriados, fatos de grande relevância. As dificuldades enfrentadas pelos africanos na época em que estes foram retirados de seu lugar de origem para um continente desconhecido serviu para que eles se rebelassem e ficassem conhecidos como “os retornados”, que foram a transformação e a “volta por cima” para terem o reconhecimento que tem hoje através de sua história.

Juliana Carvalho e Katharina Soria, alunas da turma 8ª C.

Fontes: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_diaspora_africana.html ; http://www.portalorixas.com.br/1/index.php?option=com_content&view=article&id=59:retornados-africanos&catid=37:voce-sabia&Itemid=74