quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Casa do Benin


Inaugurada em 1988, a Casa do Benin resultou do intercâmbio mantido entre a Bahia e o país africano Benin, através da cidade de Cotonou.
Após uma reforma executada pela arquiteta Lina Bo Bardi – que manteve as linhas externas do casario secular, mas modernizou os espaços – a casa abriga uma rica coleção de objetos e obras de arte da região do Golfo do Benin, de onde veio a maioria dos negros que povoaram o Recôncavo Baiano.
A maior parte do acervo foi colecionada pelo antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger em suas andanças pelo continente africano. O espaço abriga também exposições temporárias e oficinas artísticas. 


----------------------------------------------------------Comentário------------------------------------------------------
É de grande importância que existam museus afro-brasileiros em Salvador, pois nos mostram a grande influência do continente africano no Brasil. Esses museus trazem grande conhecimento em relação ao nosso passado e a nossa história. Para que o país siga um rumo melhor nos campos da educação e da cultura, precisam existir mais museus como a Casa do Benin e a Casa de Angola, por exemplo, que trazem mais conhecimento cultural ao povo, e, acima de tudo, é necessário que as pessoas se interessem em visitar os museus.

Joy Barreto e Lucas Senes, alunos da turma 8ª C.

Abaixo, um vídeo da senadora Lídice da Mata falando sobre a importância do Museu Afro-Brasileiro instalado no Centro Histórico de Salvador.
 



Igreja do Rosário dos Homens Pretos


"A Igreja localizada na depressão do Taboão, Largo do Pelourinho, além da sua importância enquanto arquitetura religiosa colonial é um símbolo de resistência de diversos grupos étnicos de origem africana. Construída no século XVIII, para além dos muros da antiga Salvador, compôs vetor de expansão urbana rumo ao Monte Carmelo (Carmo)."
A igreja do rosário dos homens pretos é um ícone do trabalho negro. Começada em 1704, pelos membros da Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos do Pelourinho, os escravos  alforriados que trabalhavam nessa obra apenas no momento de folga. Atualmente é um monumento histórico cultural e social que representa a identidade negra africana no Brasil. 




No interior, destacam-se os azulejos sobre a devoção ao rosário, fabricados em Portugal e datados de c. 1790.Nos fundos da igreja existe um antigo cemitério de escravos. Preservando sua história ligada aos negros, a liturgia dos cultos faz uso de música inspirada nos terreiros de Candomblé. Nas datas comemorativas de Santa Bárbara e Iansã a igreja é o ponto central dos festejos.












Diáspora


O conceito de diáspora está relacionado ao deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona para outra distinta. Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. A palavra foi originalmente criada para designar a migração e colonização. Como objetivo principal desse artigo, temos a relação entre o tráfico negreiro para o Brasil, o retorno dos negros alforriados (os retornados) e o conceito de diáspora.
O tráfico no Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar a partir de 1560, e com a descoberta de ouro no século XVIII. Na viagem para o Brasil, muitos dos negros embarcados morriam, mas no final do percurso, sempre havia lucro. Dessa forma, concluímos que o tráfico negreiro provocou um dos maiores deslocamentos populacional da história da humanidade, já que muitos africanos foram escravizados e exportados para a América.
Os negros que embarcaram à procura de suas regiões de origem na África, foram após a abolição da escravidão, ou como fugitivos, antes da Lei Áurea. Eles ficaram conhecidos como “os retornados” e tinham duas opções: Ou voltavam para onde haviam nascido, ou estabeleciam-se nas cidades da costa. Voltar para sua cidade natal apresentava muitas dificuldades, pois as comunidades do interior haviam sofrido com a invasão de outros povos e consequentemente, aprenderam a guerrear e passaram a se defender violentamente. Além disso, muitos desses homens haviam deixado à África por muito tempo, e outros tinham nascido no Brasil. Por conta disso, eles optaram pela segunda alternativa, que seria a de permanecer na costa, cujos retornados dominavam a língua portuguesa e a de difundir sua cultura pela região.
---------------------------------------------------------Comentário-------------------------------------------------------
Vimos que a diáspora, além de seu real significado, foi conceituada e ligada à história do Brasil com o tráfico negreiro e o retorno dos negros alforriados, fatos de grande relevância. As dificuldades enfrentadas pelos africanos na época em que estes foram retirados de seu lugar de origem para um continente desconhecido serviu para que eles se rebelassem e ficassem conhecidos como “os retornados”, que foram a transformação e a “volta por cima” para terem o reconhecimento que tem hoje através de sua história.

Juliana Carvalho e Katharina Soria, alunas da turma 8ª C.

Fontes: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_diaspora_africana.html ; http://www.portalorixas.com.br/1/index.php?option=com_content&view=article&id=59:retornados-africanos&catid=37:voce-sabia&Itemid=74

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Zumbi dos Palmares


Zumbi dos Palmares foi um dos negros que marcou mais profundamente a história do Brasil, tornando-se um símbolo de liberdade e da resistência da população escrava. Durante  anos chefiou e defendeu o Quilombo dos Palmares, deixando seu posto somente na morte, em 20 de novembro de 1695, no dia da queda do quilombo que liderava. Sua morte foi um marco na história em razão da grandeza de sua vida, e por isso, atualmente a data representa, como homenagem a zumbi, o dia da consciência negra no país.
Entretanto, o feriado se caracteriza como feriado regional  e por isso não é celebrado em todo o espaço nacional, como na cidade de Salvador, Bahia, metrópole que comporta a maior população negra fora do continente africano e que apesar desse fato, ao contrário das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, não considera essa data como feriado oficial sob alegações de que a cota de feriados municipais já esta cheia, impossibilitando a oficialização da data como feriado na cidade.











- Luis Eduardo, aluno da turma 8ª C.

Nelson Mandela e Desmond Tutu contra a Apartheid


A África do Sul foi uma região dominada por colonizadores de origem inglesa e holandesa que, após a Guerra dos Boeres (1902) passaram a definir a política de segregação racial como uma das fórmulas para manterem o domínio sobre a população nativa. Esse regime de segregação racial - conhecido como apartheid - começou a ficar definido com a decretação do Ato de Terras Nativas e as Leis do Passe.
"O Ato de Terras Nativas" forçou o negro a viver em reservas especiais, criando uma gritante desigualdade na divisão de terras do país, já que esse grupo formado por 23 milhões de pessoas ocuparia 13% do território, enquanto os outros 87% das terras seriam ocupados pelos 4,5 milhões de brancos. A lei proibia que negros comprassem terras fora da área delimitada, impossibilitando-a de ascender economicamente ao mesmo tempo em que garantia mão de obra barata para os latifundiários brancos.
Nas cidades eram permitidos negros que executassem trabalhos essenciais, mas que viviam em áreas isoladas (guetos).
As "Leis do Passe" obrigava os negros a apresentarem o passaporte para poderem se locomover dentro do território, para obter emprego.
A partir de 1948, quando os Afrikaaners (brancos de origem holandesa) através do Partido Nacional assumiram o controle hegemônico da política do país, a segregação consolidou-se com a catalogação racial de toda criança recém-nascida, com a Lei de Repressão ao Comunismo e com a formação dos Bantustões em 1951, que eram uma forma de dividir os negros em comunidades independentes, ao mesmo tempo em que se estimulava a divisão tribal, enfraquecia-se a possibilidade de guerras contra o domínio da elite branca.

Revoltas:

Em 1960 cerca de 10.000 negros queimaram seus passaportes no gueto de Sharpeville e foram violentamente reprimidos.
Greves e manifestações eclodiram em todo o país, combatidas pela com o exército nas ruas.
Ruptura com a Comunidade Britânica (1961)
Fundada a Lança da Nação, braço armado do CNA
Em 1963 Nelson Rolihlahla Mandela foi preso e condenado a prisão perpétua.
Durante a década de 70 a radicalização aumentou, tanto com os atos de sabotagem por parte da guerrilha, como por parte de governo, utilizando-se de intensa repressão.
Na década de 80 o apoio interno e externo à luta contra a Apartheid se intensificou, destacando-se a figura de Winnie Mandela e do bispo Desmond Tutu.
A ONU, apesar de condenar o regime sul-africano, não interveio de forma efetiva, nesse sentido o boicote realizado por grandes empresas deveu-se à propaganda contrária que o comércio com a África do Sul representava.
A partir de 1989, após a ascensão de Frederick de Klerk ao poder, a elite branca começa as negociações que determinariam a legalização do CNA e de todos os grupos contrários à Apartheid e a libertação de Mandela


Hoje Desmond Mpilo Tutu (Klerksdorp, 7 de outubro de 1931) é um arcebispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o Apartheid em seu país natal. Desmond é o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, sendo também o Primaz da Igreja Anglicana da África Austral entre 1986 e 1996 e Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
----------------------------------------------------Comentário-----------------------------------------------
Esses dois principais símbolos da revolta contra a Apartheid, juntamente com Steve Biko, foram de fundamental importância para a liberdade dos negros, já que figuras de altos cargos e influência na qual possuía suas raízes na África do Sul quiseram lutar ao lado do sofrido povo sul-africano.

Steve Biko: sua fundação e história


O Instituto Cultural Beneficente Steve Biko é uma organização sem fins lucrativos localizada na cidade de Salvador, na Bahia que tem como uns dos objetivos promover a ascensão da comunidade negra pela inclusão educacional. O nome Steve Biko, foi escolhido pela ONG dando homenagem ao líder afrodescendente sul-africano Bantu Stephen Biko (Steve Biko), um dos maiores idealizadores do movimento de Consciência Negra.

  Um dia, um adolescente foi expulso da escola Lovedale, em King William’s Town, na África do Sul. A alegação da direção era “comportamento subversivo”. Foi transferido para outra instituição na região litorânea de Natal. Terminando o ensino médio, ingressou na Escola de Medicina da Universidade de Natal, na seção destinada aos negros. Era a década de 60 do século passado, e o país do jovem estava em plena Apartheid, o vergonhoso regime de segregação racial comandado pelo governo, então nas mãos de uma minoria branca. Na faculdade, o caráter contestador do regime de Steve continuou. Começou a atuar na União Nacional dos Estudantes Sul-africanos. Só que o grupo também era dominado por minoria branca, e os direitos dos estudantes negros não eram tão defendidos na prática. Biko saiu dela e fundou a Organização dos Estudantes Sul-africanos (SASO, na sigla original). Além dos direitos dos discentes, a SASO providenciava auxílio médico e legal a comunidades negras desfavorecidas, além de ajudar no desenvolvimento de trabalho em sistema doméstico (o empregador dá ferramentas e matéria-prima, e a produção pode ser feita em casa).
"A arma mais forte nas mãos do opressor é a mente dos oprimidos"

  Chega 1972, e Biko é co-fundador da Black People’s Convention (a BPC – “Convenção dos Negros”, em tradução livre), entidade que trabalhava em projetos de desenvolvimento social nos arredores de Durban e acabou por reunir 70 diferentes grupos de consciência negra. Foi eleito o primeiro presidente da organização. Mas o governo segregador já o via com maus olhos. Tão logo foi eleito líder da BPC, foi expulso da universidade. Começou a trabalhar em tempo integral em sua missão social.
Biko chamava mais atenção por sua batalha diária. Suas palavras soavam cada vez mais alto, incitando a população negra a lutar por seus direitos, cada vez menos respeitados pelas autoridades segregacionistas. O governo apertava seu controle “antiterrorismo”, e o “inconveniente” Biko chegou a ser preso quatro vezes entre 1975 e 1977. Na última, em 21 de agosto de 77, foi detido pelas forças de segurança policiais em uma blitz. Seguiu-se o “interrogatório” padrão das autoridades da época: tortura.
De tanto apanhar, especialmente com golpes na cabeça, o revolucionário ex-estudante de medicina começou a demonstrar um comportamento apático, “não cooperativo”, segundo os dirigentes do cárcere. Em 11 de setembro, o rapaz já estava em um estado contínuo de semiconsciência. O médico da prisão aconselhou que Steve fosse levado a um hospital.
Jogado nu e sem qualquer proteção na traseira de um Land Rover, Biko foi levado numa viagem de 1,2 mil quilômetros rumo a Pretória, aos solavancos. No dia seguinte, chegava ao Presídio Central da cidade, jogado no chão de uma cela fria do jeito que estava, despido e quase inconsciente.

                                                           “O homem está morto”

Vendo que o prisioneiro não se mexia, os carcereiros chamaram um médico, não prestando qualquer socorro a ele até que o profissional chegasse. O médico, ao examinar Biko, só pôde levantar os olhos para os guardas e dizer: “O homem está morto.” Causa da morte: danos cerebrais.
A comunidade negra sul-africana entrou em polvorosa. A versão oficial da morte de Biko, proferida pelo então ministro da Justiça, James Kruger, sugeria que o prisioneiro havia morrido após longa greve de fome. Mas a grande pressão da imprensa internacional (com Don Woods à frente das apurações) fez cair por terra a alegação de suicídio. Foi reconhecido pelo governo, publicamente, que Steve morreu de danos cerebrais sofridos durante uma briga na prisão, mas ninguém foi responsabilizado, por conveniente “falta de provas”.
O funeral do ativista atraiu às ruas centenas de milhares de sul-africanos, num protesto que entrou para a vergonhosa história mundial da segregação racial.
A morte de Biko agitou o planeta, e logo ele foi alçado a mártir, inspirando outros a lutar pela igualdade dos direitos entre negros e brancos. Mas o governo da África do Sul apertou o cerco, e baniu organizações (principalmente as em que Biko trabalhou) e pessoas que se manifestassem contra seu abuso de poder.
Ainda assim, a pressão internacional por providências era grande. Em 1979, uma quantia simbólica (o equivalente a cerca de US$ 25 mil na época) foi dada como indenização à família Biko, que passava grande dificuldade. Os três médicos envolvidos no caso da morte de Steve foram exonerados pelo Comitê de Disciplina Médica da África do Sul, mas nada aconteceu a eles até um segundo inquérito, em 1985. Os cinco policiais envolvidos no caso foram anistiados em 1997, durante a Comissão de Verdade e Reconciliação, ação realizada pelo novo governo sul-africano após o fim da Apartheid (1994). A família Biko resolveu não recorrer.
Em 2003, em uma tentativa por parte de organizações de luta pelos direitos humanos de o caso ser retomado, o Ministério Público sul-africano deu o parecer final: confirmou a anistia aos policiais quanto à morte de Biko, pela ausência de testemunhas. A acusação tentou encaixar os policiais no crime de lesão corporal seguida de morte, mas o crime, segundo as leis do país, já teria prescrito (não era mais passível de processo criminal, pelo tempo decorrido).

Filmes: “Um Grito de Liberdade”

-------------------------------------------------------Comentário---------------------------------------------------------
Steve Biko foi torturado e morto por lutar pelos seus direitos de cidadão e deixou dois filhos. Hoje, o mais velho, seguindo os passos do pai, é presidente da Fundação Steve Biko na África do Sul, e luta contra a desigualdade racial que ainda é de muita abrangência na atualidade.
Caio Gabriel e Thiago Castro, alunos da turma 8ª C.

Barack Obama: o primeiro presidente negro dos Estados Unidos


Desde a sua independência em 4 de julho de 1776, até o dia 20 de janeiro de 2009, os EUA nunca haviam tido um presidente negro.
A Guerra Civil que dividiu o país em 1861 tinha como objetivo das partes: o norte visava uma nação unida, sem o uso de escravos e queria que os mesmos fossem livres, tornando-os cidadãos. Já o sul queria continuar com a exploração maciça dos escravos em todos os setores de produção. Com a vitória do norte em 1865, os EUA foram unificados e liderados pelos princípios do Iluminismo, diziam-se uma nação em que todos os seus cidadãos eram livres e iguais.
Acontece que, logo nos primeiros anos após a Guerra Civil, a grande maioria dos negros não podia exercer atividades consideradas nobres. Ofícios como: medicina, advocacia, carreiras militares, etc, não eram ocupados por negros, e até mesmo o porte de armas de fogo não era direito deles.
Essas características do racismo eram comuns há até pouco tempo, mas após George W. Bush (filho), o penúltimo presidente dos EUA, ter sido substituído por Barack R. Obama, atual presidente do país e o primeiro negro a ocupar o cargo, então todas essas desavenças e desigualdades foram perdendo o lugar e o sentido.

Nos dias de hoje é esperada a reeleição de Obama na próxima candidatura a presidência, já que não foram poucas as lições de vida e melhorias igualitárias para com a sociedade que este homem ensinou e proporcionou.
Espera-se que outras nações de suma importância, como o Brasil, conscientizem-se de que não existem e nunca existirão motivos para conflitos sociais desse nível.