segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Zumbi dos Palmares


Zumbi dos Palmares foi um dos negros que marcou mais profundamente a história do Brasil, tornando-se um símbolo de liberdade e da resistência da população escrava. Durante  anos chefiou e defendeu o Quilombo dos Palmares, deixando seu posto somente na morte, em 20 de novembro de 1695, no dia da queda do quilombo que liderava. Sua morte foi um marco na história em razão da grandeza de sua vida, e por isso, atualmente a data representa, como homenagem a zumbi, o dia da consciência negra no país.
Entretanto, o feriado se caracteriza como feriado regional  e por isso não é celebrado em todo o espaço nacional, como na cidade de Salvador, Bahia, metrópole que comporta a maior população negra fora do continente africano e que apesar desse fato, ao contrário das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, não considera essa data como feriado oficial sob alegações de que a cota de feriados municipais já esta cheia, impossibilitando a oficialização da data como feriado na cidade.











- Luis Eduardo, aluno da turma 8ª C.

Nelson Mandela e Desmond Tutu contra a Apartheid


A África do Sul foi uma região dominada por colonizadores de origem inglesa e holandesa que, após a Guerra dos Boeres (1902) passaram a definir a política de segregação racial como uma das fórmulas para manterem o domínio sobre a população nativa. Esse regime de segregação racial - conhecido como apartheid - começou a ficar definido com a decretação do Ato de Terras Nativas e as Leis do Passe.
"O Ato de Terras Nativas" forçou o negro a viver em reservas especiais, criando uma gritante desigualdade na divisão de terras do país, já que esse grupo formado por 23 milhões de pessoas ocuparia 13% do território, enquanto os outros 87% das terras seriam ocupados pelos 4,5 milhões de brancos. A lei proibia que negros comprassem terras fora da área delimitada, impossibilitando-a de ascender economicamente ao mesmo tempo em que garantia mão de obra barata para os latifundiários brancos.
Nas cidades eram permitidos negros que executassem trabalhos essenciais, mas que viviam em áreas isoladas (guetos).
As "Leis do Passe" obrigava os negros a apresentarem o passaporte para poderem se locomover dentro do território, para obter emprego.
A partir de 1948, quando os Afrikaaners (brancos de origem holandesa) através do Partido Nacional assumiram o controle hegemônico da política do país, a segregação consolidou-se com a catalogação racial de toda criança recém-nascida, com a Lei de Repressão ao Comunismo e com a formação dos Bantustões em 1951, que eram uma forma de dividir os negros em comunidades independentes, ao mesmo tempo em que se estimulava a divisão tribal, enfraquecia-se a possibilidade de guerras contra o domínio da elite branca.

Revoltas:

Em 1960 cerca de 10.000 negros queimaram seus passaportes no gueto de Sharpeville e foram violentamente reprimidos.
Greves e manifestações eclodiram em todo o país, combatidas pela com o exército nas ruas.
Ruptura com a Comunidade Britânica (1961)
Fundada a Lança da Nação, braço armado do CNA
Em 1963 Nelson Rolihlahla Mandela foi preso e condenado a prisão perpétua.
Durante a década de 70 a radicalização aumentou, tanto com os atos de sabotagem por parte da guerrilha, como por parte de governo, utilizando-se de intensa repressão.
Na década de 80 o apoio interno e externo à luta contra a Apartheid se intensificou, destacando-se a figura de Winnie Mandela e do bispo Desmond Tutu.
A ONU, apesar de condenar o regime sul-africano, não interveio de forma efetiva, nesse sentido o boicote realizado por grandes empresas deveu-se à propaganda contrária que o comércio com a África do Sul representava.
A partir de 1989, após a ascensão de Frederick de Klerk ao poder, a elite branca começa as negociações que determinariam a legalização do CNA e de todos os grupos contrários à Apartheid e a libertação de Mandela


Hoje Desmond Mpilo Tutu (Klerksdorp, 7 de outubro de 1931) é um arcebispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o Apartheid em seu país natal. Desmond é o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, sendo também o Primaz da Igreja Anglicana da África Austral entre 1986 e 1996 e Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
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Esses dois principais símbolos da revolta contra a Apartheid, juntamente com Steve Biko, foram de fundamental importância para a liberdade dos negros, já que figuras de altos cargos e influência na qual possuía suas raízes na África do Sul quiseram lutar ao lado do sofrido povo sul-africano.

Steve Biko: sua fundação e história


O Instituto Cultural Beneficente Steve Biko é uma organização sem fins lucrativos localizada na cidade de Salvador, na Bahia que tem como uns dos objetivos promover a ascensão da comunidade negra pela inclusão educacional. O nome Steve Biko, foi escolhido pela ONG dando homenagem ao líder afrodescendente sul-africano Bantu Stephen Biko (Steve Biko), um dos maiores idealizadores do movimento de Consciência Negra.

  Um dia, um adolescente foi expulso da escola Lovedale, em King William’s Town, na África do Sul. A alegação da direção era “comportamento subversivo”. Foi transferido para outra instituição na região litorânea de Natal. Terminando o ensino médio, ingressou na Escola de Medicina da Universidade de Natal, na seção destinada aos negros. Era a década de 60 do século passado, e o país do jovem estava em plena Apartheid, o vergonhoso regime de segregação racial comandado pelo governo, então nas mãos de uma minoria branca. Na faculdade, o caráter contestador do regime de Steve continuou. Começou a atuar na União Nacional dos Estudantes Sul-africanos. Só que o grupo também era dominado por minoria branca, e os direitos dos estudantes negros não eram tão defendidos na prática. Biko saiu dela e fundou a Organização dos Estudantes Sul-africanos (SASO, na sigla original). Além dos direitos dos discentes, a SASO providenciava auxílio médico e legal a comunidades negras desfavorecidas, além de ajudar no desenvolvimento de trabalho em sistema doméstico (o empregador dá ferramentas e matéria-prima, e a produção pode ser feita em casa).
"A arma mais forte nas mãos do opressor é a mente dos oprimidos"

  Chega 1972, e Biko é co-fundador da Black People’s Convention (a BPC – “Convenção dos Negros”, em tradução livre), entidade que trabalhava em projetos de desenvolvimento social nos arredores de Durban e acabou por reunir 70 diferentes grupos de consciência negra. Foi eleito o primeiro presidente da organização. Mas o governo segregador já o via com maus olhos. Tão logo foi eleito líder da BPC, foi expulso da universidade. Começou a trabalhar em tempo integral em sua missão social.
Biko chamava mais atenção por sua batalha diária. Suas palavras soavam cada vez mais alto, incitando a população negra a lutar por seus direitos, cada vez menos respeitados pelas autoridades segregacionistas. O governo apertava seu controle “antiterrorismo”, e o “inconveniente” Biko chegou a ser preso quatro vezes entre 1975 e 1977. Na última, em 21 de agosto de 77, foi detido pelas forças de segurança policiais em uma blitz. Seguiu-se o “interrogatório” padrão das autoridades da época: tortura.
De tanto apanhar, especialmente com golpes na cabeça, o revolucionário ex-estudante de medicina começou a demonstrar um comportamento apático, “não cooperativo”, segundo os dirigentes do cárcere. Em 11 de setembro, o rapaz já estava em um estado contínuo de semiconsciência. O médico da prisão aconselhou que Steve fosse levado a um hospital.
Jogado nu e sem qualquer proteção na traseira de um Land Rover, Biko foi levado numa viagem de 1,2 mil quilômetros rumo a Pretória, aos solavancos. No dia seguinte, chegava ao Presídio Central da cidade, jogado no chão de uma cela fria do jeito que estava, despido e quase inconsciente.

                                                           “O homem está morto”

Vendo que o prisioneiro não se mexia, os carcereiros chamaram um médico, não prestando qualquer socorro a ele até que o profissional chegasse. O médico, ao examinar Biko, só pôde levantar os olhos para os guardas e dizer: “O homem está morto.” Causa da morte: danos cerebrais.
A comunidade negra sul-africana entrou em polvorosa. A versão oficial da morte de Biko, proferida pelo então ministro da Justiça, James Kruger, sugeria que o prisioneiro havia morrido após longa greve de fome. Mas a grande pressão da imprensa internacional (com Don Woods à frente das apurações) fez cair por terra a alegação de suicídio. Foi reconhecido pelo governo, publicamente, que Steve morreu de danos cerebrais sofridos durante uma briga na prisão, mas ninguém foi responsabilizado, por conveniente “falta de provas”.
O funeral do ativista atraiu às ruas centenas de milhares de sul-africanos, num protesto que entrou para a vergonhosa história mundial da segregação racial.
A morte de Biko agitou o planeta, e logo ele foi alçado a mártir, inspirando outros a lutar pela igualdade dos direitos entre negros e brancos. Mas o governo da África do Sul apertou o cerco, e baniu organizações (principalmente as em que Biko trabalhou) e pessoas que se manifestassem contra seu abuso de poder.
Ainda assim, a pressão internacional por providências era grande. Em 1979, uma quantia simbólica (o equivalente a cerca de US$ 25 mil na época) foi dada como indenização à família Biko, que passava grande dificuldade. Os três médicos envolvidos no caso da morte de Steve foram exonerados pelo Comitê de Disciplina Médica da África do Sul, mas nada aconteceu a eles até um segundo inquérito, em 1985. Os cinco policiais envolvidos no caso foram anistiados em 1997, durante a Comissão de Verdade e Reconciliação, ação realizada pelo novo governo sul-africano após o fim da Apartheid (1994). A família Biko resolveu não recorrer.
Em 2003, em uma tentativa por parte de organizações de luta pelos direitos humanos de o caso ser retomado, o Ministério Público sul-africano deu o parecer final: confirmou a anistia aos policiais quanto à morte de Biko, pela ausência de testemunhas. A acusação tentou encaixar os policiais no crime de lesão corporal seguida de morte, mas o crime, segundo as leis do país, já teria prescrito (não era mais passível de processo criminal, pelo tempo decorrido).

Filmes: “Um Grito de Liberdade”

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Steve Biko foi torturado e morto por lutar pelos seus direitos de cidadão e deixou dois filhos. Hoje, o mais velho, seguindo os passos do pai, é presidente da Fundação Steve Biko na África do Sul, e luta contra a desigualdade racial que ainda é de muita abrangência na atualidade.
Caio Gabriel e Thiago Castro, alunos da turma 8ª C.

Barack Obama: o primeiro presidente negro dos Estados Unidos


Desde a sua independência em 4 de julho de 1776, até o dia 20 de janeiro de 2009, os EUA nunca haviam tido um presidente negro.
A Guerra Civil que dividiu o país em 1861 tinha como objetivo das partes: o norte visava uma nação unida, sem o uso de escravos e queria que os mesmos fossem livres, tornando-os cidadãos. Já o sul queria continuar com a exploração maciça dos escravos em todos os setores de produção. Com a vitória do norte em 1865, os EUA foram unificados e liderados pelos princípios do Iluminismo, diziam-se uma nação em que todos os seus cidadãos eram livres e iguais.
Acontece que, logo nos primeiros anos após a Guerra Civil, a grande maioria dos negros não podia exercer atividades consideradas nobres. Ofícios como: medicina, advocacia, carreiras militares, etc, não eram ocupados por negros, e até mesmo o porte de armas de fogo não era direito deles.
Essas características do racismo eram comuns há até pouco tempo, mas após George W. Bush (filho), o penúltimo presidente dos EUA, ter sido substituído por Barack R. Obama, atual presidente do país e o primeiro negro a ocupar o cargo, então todas essas desavenças e desigualdades foram perdendo o lugar e o sentido.

Nos dias de hoje é esperada a reeleição de Obama na próxima candidatura a presidência, já que não foram poucas as lições de vida e melhorias igualitárias para com a sociedade que este homem ensinou e proporcionou.
Espera-se que outras nações de suma importância, como o Brasil, conscientizem-se de que não existem e nunca existirão motivos para conflitos sociais desse nível.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Trabalho escravo

Os africanos foram trazidos para trabalhar num dos ramos mais avançados da indústria ocidental no século XVI: a indústria açucareira.
A mão de obra escrava foi empregada em atividades que exigiam trabalho qualificado, tais como conserto de barris, tinas (tanoeiros), atividades de preparação do açúcar, atividades de ferreiros, etc.
Os primeiros africanos chegaram aos engenhos do Recôncavo Baiano, uma das regiões pioneiras no estabelecimento da economia açucareira.

O trabalho do negro substituiu o do indígena por várias razões:


Uma dessas razões, por exemplo, foi por ser a mão de obra negra mais qualificada do que a   indígena. Outra forte razão foram os altos lucros que o tráfico de escravos africanos rendia para os comerciantes. O tráfico era, sem dúvida, uma das atividades mais lucrativas do sistema colonial.
A partir da segunda metade do século XVI, os africanos foram pouco a pouco substituindo os índios, também nos partidos de cana. São as seguintes, as razões que explicam esta substituição:

o    Declínio da população nativa;
o    Sua inexperiência e resistência ao trabalho contínuo na lavoura;

O interesse português no tráfico de escravos africanos, tendo em vista a sua lucratividade.

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A mão de obra escrava, na maioria das vezes de negros, era valorizada na época da colonização, pois era mais qualificada em relação à mão de obra indígena. Além disso, o lucro que eles obtiveram com o tráfico de escravos era de extrema importância no período colonial por ser alto e, pouco a pouco, eles substituíram totalmente os índios.

Matheus Malheiros e Luiz Gustavo, alunos da turma 8ª C.

Economia do Recôncavo Baiano


Todos os produtos gerados  no Recôncavo eram transportados através de seus rios - Subaé, Paraguaçu e Jaguaribe - e alcançavam o "o porto da Bahia". As principais mercadorias eram "víveres", ou seja, produtos alimentícios, o que evidencia que Salvador, então uma das maiores cidades do Hemisfério Sul,  dependia do Recôncavo para ser abastecida.


O intenso movimento de barcos e saveiros - é  estimado em mais de uma centena  o número de viagens semanais -  transportando a  produção nativa e,  na volta, levando para as vilas e povoações as "mercadorias de Portugal"  fazia com que cidades como Cachoeira fossem importantes entrepostos comerciais.  Essa  atividade econômica fez do Recôncavo Baiano uma das regiões mais importantes durante o Brasil Colonial.
O fluxo de comércio entre a Metrópole e a Colônia era muito complicado devido às dificuldades  que os tecidos e vinhos, principais itens da pauta de importações,  enfrentavam na Colônia. Ao tempo em que faz um balanço da produção colonial de açúcar e tabaco, e da então nascente lavoura do algodão, no Brasil.

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Devido à grande quantidade do movimento mercantil no recôncavo baiano, principalmente em Cachoeira, a Bahia se tornou um dos estados mais importantes do Brasil Colonial. Com sua economia baseada quase totalmente na área agrícola, o Recôncavo Baiano era um dos principais produtores alimentícios do Brasil, tornando a nação brasileira extremamente dependente da Bahia.

Matheus Malheiros e Luiz Gustavo, alunos da turma 8ª C.

Quilombos


Foi ao longo dos séculos XVIII e XIX que se formou a maior parte dos quilombos no Recôncavo Baiano. Ao fugir para esses aldeamentos, conhecidos também por mocambos, o escravo conquistava a garantia de autonomia e de liberdade de ação e de movimento.
Segundo o historiador Vicente Salles, a fuga para os mocambos representava, no início, uma solução difícil e arriscada. O escravo aventurava-se sozinho, indo abrigar-se, muitas vezes, em aldeias indígenas.
Com o tempo, aprenderam a se organizar. A fuga passou a ser uma estratégia coletiva de resistência ao regime escravista. Surgiram personagens como os acoitadores, que se encarregavam de dirigir os grupos de fugitivos para os quilombos e se tornaram os principais inimigos dos proprietários de escravos.
Organizada a fuga, os quilombos cresceram rapidamente, pois eram o principal foco de atração dos negros que escapavam das cidades e das fazendas. A fuga de escravos tornou-se um processo contínuo e rotineiro a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, quando também aumentaram as notícias sobre os quilombos na imprensa local.



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No começo, os escravos fugiam sozinhos numa aventura arriscada e de árdua execução, e quase sempre se abrigavam em ocas indígenas. Com o passar do tempo os fugitivos foram aprendendo a se organizar, tornando a fuga numa simples estratégia para resistir ao regime imposto pelos colonizadores.  

Matheus Malheiros e Luiz Gustavo, alunos da turma 8ª C.